terça-feira, 24 de agosto de 2010

Polícia afirma que assassinato das mulheres em Panelas foi queima de arquivo

Segundo a polícia, as três jovens, mortas a golpes de estaca e que tiveram os corpos carbonizados, sabiam sobre a vida criminosa dos acusados, apresentados ontem à tarde na Delegacia de Caruaru

As três mulheres assassinadas este fim de semana em Panelas, no Agreste do Estado, foram mortas como queima de arquivo. Essa é a principal hipótese da polícia, que apresentou ontem três suspeitos de terem cometido o crime que chocou a população. Os acusados e as vítimas, uma de 20 e duas de 16 anos, moravam em Quipapá, na mesma região, de onde o grupo teria saído para um passeio.

Antônio Magno do Nascimento Silva, 26, Wellington Quitério do Nascimento, 27, irmão de Antônio, e José Marcelo da Silva, 44, tio dos outros dois acusados, foram apresentados na tarde de ontem, na Delegacia Regional de Caruaru. Antônio tem passagem pela polícia por porte ilegal de arma e José cumpriu pena por homicídio e porte ilegal de arma.



De acordo com a polícia, os três se encontraram com as jovens em um espetinho de Quipapá, na noite da última sexta-feira. Testemunhas informaram aos policiais que teriam visto os homens com as mulheres e que elas teriam entrado em um veículo Fiesta preto que, segundo a polícia, foi utilizado no triplo homicídio.

“Um dos acusados disse que elas foram levadas direto para o local do crime, onde teriam sido torturadas e mortas. O motivo é que as jovens sabiam demais sobre a vida criminosa dos acusados, que já teriam praticado vários delitos na região”, destacou o delegado Joselito do Amaral Kherle, gestor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com a polícia, uma das vítimas, Maria José da Soledade, 20, conhecida como Marcinha, já teve envolvimento sexual com os três homens e uma questão passional também poderia ter motivado o crime. As informações colhidas pela polícia indicam que o grupo não foi a uma festa em Panelas, como divulgado anteriormente.

GOLPES - Pela versão da polícia, os três homens participaram diretamente do crime. As jovens foram mortas a golpes de estacas, em uma estrada de terra que dá acesso à Vila Amolar. Os corpos foram encontrados empilhados e carbonizados, na manhã do último sábado. Uma das vítimas estava apenas de calcinha e blusa, mas só os exames do Instituto de Medicina Legal (IML) vão confirmar se houve violência sexual. A perícia criminal no veículo usado no crime já foi realizada, mas o laudo ainda não foi fornecido à Polícia Civil.

Maria José da Soledade morava no Alto São Sebastião com a mãe e cinco irmãos e tem uma filha de quatro anos de idade. Os acusados foram autuados em flagrante por homicídio triplamente qualificado e podem responder ainda por tortura e estupro. Eles foram encaminhados ao Presídio de Palmares, na Zona da Mata Sul.

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