Após publicar uma matéria sobre a presindeciável Dilma Rousseff (clique aqui e reveja), a Vogue Italia publicou uma análise à respeito do visual de Marina Silva no seu site. Confira abaixo a tradução:
Um look de uma mulher que não abandona suas raízes
Elas são as mulheres do momento. De aliadas à eternas rivais, as candidatas à Presidência da República do Brasil parece concordarem em apenas uma coisa: o desejo de dar ao Brasil a primeira presidente mulher. Na verdade, hoje somente para Dilma Rousseff, a candidata do PT, a quem já dediquei um artigo, o sonho ainda é possível: será ela quem irá às urnas no dia 31 de outubro, juntamente com o seu único competidor do sexo masculino, José Serra, enquanto Marina Silva, a candidata do Partido Verde, estará fora da votação.
Considerando o aspecto mostrado durante a campanha eleitoral, Marina Silva pode ser considerada o alter-ego perfeito de Dilma Rousseff. Se Dilma tem sempre escolhido um traje clássico, com ternos e brincos de pérolas, Marina tomou um caminho completamente diferente. Sem perder a elegância e sobriedade - pergunte a quem está concorrendo a uma eleição de tanta relevância - ela nunca renunciou à sua feminilidade. Cintos amarrados na cintura, lenços coloridos e estampados materiais habilmente juntos criaram um olhar alternativo e imaginativa que nem baixou o seu penteado.
Marina tem a pele escura, seu penteado rígido, suas sobrancelhas não diminuídas em finas linhas trazem à mente a imagem de outra mulher da América Latina, da pintora e ativista mexicana Frida Kahlo. Assim como os de Frida, nos looks de Marina há sempre um elemento tradicional: os colares e os brincos que ela sempre usa pode ser considerado uma reivindicação de suas origens humildes ligadas à Floresta Amazônica”.
Além do debate político que nos últimos dias também inflamou nossos leitores, a comparação entre essas duas mulheres capazes de estar à frente da Presidência de um estado poderoso do mundo, pode ser o ponto de partida de uma reflexão sobre uma roupa e sobre a capacidade de torná-la seu próprio estilo, transportá-la e enriquecê-la com a nossa própria personalidade, porque a roupa não pode ser considerada apenas é uma bobagem.
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